terça-feira, 19 de março de 2019

Benefícios do exercício físico para a dor crônica

Existe um ciclo muito comum na vida das pessoas que sofrem com alguma dor crônica de origem musculoesquelética. Quando começam a sentir dor, com medo de que as dores piorem, restringem os movimentos, esse comportamento é chamado de cinesiofobia, quando o indivíduo tem medo que ao realizar algum movimento e principalmente o exercício físico, provoque a dor, gerando mudanças no seu habito de vida e seu comportamento. O sedentarismo, além de causar o aumento das dores, geram consequências como: obesidade;  diminuição da força muscular visto que esse sistema não é mais tão ativado;  rigidez nas articulações como consequência da inatividade e da falta de movimentação do corpo tornando as articulações mais rígidas;  diminuição da capacidade respiratória e cardiovascular pois os sistemas acabam desadaptando e tornando menos trabalhado já que as atividades reduziram e não são mais exigidos com tanta intensidade como durante uma caminhada ou um alongamento. Formando o ciclo da dor crônica!
Existem vários tipos de exercício, como os aeróbicos (entre eles a caminhada, corrida, natação, bicicleta), os de fortalecimento (que utilizam resistência seja do próprio corpo ou de forças externas, muito comuns em academias), os de flexibilidade (que servem para alongar o músculo e fazer com que ele se adapte ao exercício), os de alongamento (ajudam no relaxamento como alongamentos de pescoço, coluna, pernas e braços, são realizados lentamente), procure um que você goste. 

Porém, é importante que o paciente procure um profissional que esteja habilitado para lhe indicar o melhor exercício e como ele deve ser executado, pois cada pessoa tem suas particularidades e limitações.
As endorfinas também são conhecidas por causar sentimentos agradáveis ​​positivos. Eles são semelhantes aos que se podem sentir após as injeções de morfina. Assim, o que você sente depois de correr por algum tempo ou qualquer outra atividade física pode ser descrito como "euforia". Esse sentimento, também conhecido como alegria do corredor, provoca a explosão de energia positiva e princípios e crenças da vida nova.
Além disso, o trabalho das endorfinas pode ser comparado com o analgésico. Isso significa que eles reduzem a percepção de dor. Seu efeito pode ser facilmente determinado como sedativo. As endorfinas são segregadas no cérebro, na medula espinhal e em muitas outras partes do corpo e estão sendo liberadas em resposta ao sinal de agentes químicos do cérebro - neurotransmissores . Os terminais nervosos que estão conectados às endorfinas são os mesmos que os analgésicos fazem seu trabalho. No entanto, ao contrário da morfina, as endorfinas não causam dependência ou fixação.
Luiz Sola – Movimento sem Dor

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terça-feira, 12 de fevereiro de 2019

RELAÇÃO DA DOR CRÔNICA E PLASTICIDADE NEURAL

Você que vem sofrendo de dor crônica de coluna saiba que é possível se libertar da dependência de medicamentos, transformar dor em alívio, ter qualidade de vida e se tornar agente da própria saúde. 
A dor crônica é uma dor aprendida que pode ser desaprendida através da plasticidade neuronal. A integração corpo-mente pode ajudar a reduzir 80 a 100 % da dor crônica de forma natural, utilizando a dor como aliada e atuando na causa. 


Entendendo a plasticidade neural

A plasticidade neural ou a neuroplasticidade, envolve a imensa capacidade que o seu cérebro possui de encontrar novas conexões simpáticas entre os neurônios, o que se dá através de novas experiências e comportamentos do indivíduo.

A partir de estímulos positivos e progressivos, estratégia de movimento, educação em dor  e uso de terapias manuais, é possível mudar a organização e a localização dos processos de informação, através da plasticidade, assim é possível aprender novos comportamentos e tornar um cérebro lesado ou um corpo doente em novinho em folha, contudo, é necessário que essa prática se torne um ato contínuo.

A neuroplasticidade 
parte do princípio que o cérebro é mutável, o que permite que qualquer função do sistema nervoso central possa ser devolvida ao ser humano em um outro local do cérebro, tudo isso por resposta ao treinamento e aprendizagem constantes.

Isso vai acontecer através das emoções e experiências positivas que você poderá começar a criar a partir de agora!

Por isso, não perca tempo comece a nutrir seu corpo e sua mente com a possibilidade de cura e alívio da dor.

Venha conhecer este processo tratamento e passe por esta transformação.

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Luiz Sola - Fisioterapeuta Especialista em Dor Crônica * Membro da Sociedade Brasileira de Estudo da Dor - SBED * Membro da Associação Brasileira de Reabilitação da Coluna Vertebral - ABRColuna

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quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

Como a dor crônica pode afetar o sono?

Para quem vive esse drama crônico, cada minuto dormindo é valioso. Recentemente, a Academia Americana de Medicina do Sono voltou a reafirmar que o período ideal é de 7 a 8 horas. Menos que isso, há graves danos ao sistema imunológico, aumento das chances de doenças cardiovasculares e de obesidade. O desequilíbrio do Sistema Nervoso Autônomo (SNA) envia para a amígdala do hipocampo do cérebro, sinais de que o organismo está em perigo iminente. 
Quando há hiperreatividade da amígdala do hipocampo, além dos sinais psicológicos, também sofremos com os sintomas físicos do estresse, um dos causadores da insônia. Para recuperar a saúde mental, emocional e física, é necessário que o SNA volte a funcionar em equilíbrio.
A dor crônica pode influenciar a qualidade do sono de muitas maneiras.
Geralmente para se ter uma boa noite de sono, se costuma silenciar o ambiente, tentando relaxar, diminuindo as luzes, contudo, quando se sofre com a dor crônica, esse silêncio só faz com que toda a sua atenção se concentre naquilo que dói.
Por exemplo, uma pessoa com dor crônica nas costas, se mantém ocupada durante o dia e acaba desviando seu foco na sensação dolorosa. Mas quando tenta adormecer, sem nenhuma outra distração, a percepção da dor acaba sendo maior.
Isso gera um ciclo de dor e ansiedade por não conseguir dormir, eis que surge a insônia.
É importante lembrar que o sono revigorante serve para o organismo se recuperar, se equilibrar e voltar renovado no dia seguinte.
Para mudar a sua realidade em relação a dor crônica e a insônia é preciso estimular o cérebro a produzir novas conexões e substâncias que possam responder positivamente as suas necessidades.
Isso só será possível com a melhora da sua autopercepção, de seus hábitos, de suas ações, pensamentos e sentimentos no dia a dia, isso porque a cada vez que seu cérebro é estimulado, ele responde de uma maneira diferente.
Se o cérebro estiver sob influência de estresse, ansiedade, medo, raiva, tristeza, irá responder com a intensificação das dores, através do tensionamento muscular, com a falta de oxigenação no cérebro, por conta da distribuição exagerada de adrenalina por todo o corpo, tudo isso faz com os sintomas fiquem cada vez piores.
Por isso é necessário mudar a sua percepção sobre a dor e a insônia, compreendendo a maneira certa de estimular o seu cérebro.
Se você enviar mensagens de amorosidade, felicidade… todas as emoções positivas serão enviadas para a sua mente, e assim seu corpo responderá da mesma forma, enviando ao organismo substâncias que aliviam as dores, ajudando no relaxamento e trazendo uma noite de sono muito melhor.

Dr. Luiz Sola - Especialista em Dor Crônica da Coluna Vertebral

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segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

Dor Crônica Inespecífica é uma experiência Biopsicossocial

As pessoas não existem isoladamente, mas somos criaturas biológicas, psicológicas e sociais que vivem dentro de um contexto ambiental (1). 
Múltiplos fatores neste contexto irão influenciar o agravamento e manutenção da dor e incapacidade.
Por favor, dedique um momento para refletir sobre as seguintes declarações:
"Todas as pessoas experimentam dores como experiências biopsicossociais, não importa qual seja a origem" Dr. Bronnie L. Thompson, PhD
“Você não pode separar a biologia do psicossocial, todos eles estão presentes o tempo todo, todos eles importam, o tempo todo. Não apenas pela dor, pela nossa própria existência. ”Joletta Belton
“É evidente que toda dor é uma experiência psicológica e, portanto, será influenciada por nossos objetivos atuais, experiências passadas e previsões para o futuro. E esses aspectos de atenção, motivação, memória e tomada de decisões estão presentes em todos nós e em todas as experiências sensoriais. ”Dr. Bronnie L. Thompson, PhD

 Mas isso vai contra o argumento frequentemente usado, de que a dor aguda deve ser puramente biológica! Este é o típico debate sobre mídia social. As discussões geralmente estabelecem o modelo biomédico da dor versus o modelo biopsicossocial da dicotomia da dor ou os debates de que a dor aguda é apenas biológica.
Este é apenas um testamento do pensamento ultrapassado que ainda permanece em segundo plano, mostrando seu rosto feio, novamente, neste momento, está ficando cansativo. Em primeiro lugar, tudo isso mostra que (quase) ninguém leu os resultados dos últimos 30 anos de pesquisa sobre a dor, presumindo que eles reconheceriam os dados se o lessem. Em segundo lugar, mostra uma real falta de compreensão dos dois modelos (BPS / PSB) e as diferenças entre eles. Em terceiro lugar, quando as pessoas muitas vezes debatem contra a pesquisa científica e o consenso atual, com nada além de anedotas pessoais, mostra uma considerável falta de conhecimento no método científico e na hierarquia de validade.
Para dar anedotas uma maior validade do que um estudo científico só mostra uma ignorância para o fato de que este tipo de "evidência" pode ser potencialmente falho.  O enorme problema de estabelecer esses dois modelos em relação ao outro é que o modelo biomédico / biomecânico da dor (PSB) se concentra apenas em fatores biológicos, e exclui fatores psicológicos, ambientais e sociais. Mas o modelo BPS não exclui fatores biomédicos / biomecânicos, pois o B no BPS é um fator “biológico”, incluindo fatores biomecânicos, como um fator na modulação da dor. A única coisa que temos que mostrar como prova de que o modelo PSB está extremamente desatualizado, ao explicar os fatores do PSB como um fator causal único da dor, é que a dor também é influenciada pelos fatores psicológicos, ambientais e sociais.
Não há mais dúvidas; O consenso atual mostra que a dor é modulada e influenciada por múltiplos fatores, incluindo fatores psicológicos, ambientais e sociais (2, 3, 4, 5, 6, 7, 8). Isso também fica ainda mais apoiado, pelo fato de que há muita pesquisa, que mostra que as pessoas podem ter uma infinidade de "erros / falhas" biomecânicas no corpo e no tecido, sem qualquer dor.
Além disso, é extremamente difícil provar que fatores puramente biológicos / biomecânicos são um fator único que CAUSA a dor, pois não podemos remover a modulação da dor, que ocorre no corpo / cérebro / sujeito. Isso faz muito sentido quando vemos a variação que está na experiência da dor. Agora, o modelo de dor da BPS não é perfeito, qualquer modelo que nossa mente possa conceber é potencialmente defeituoso e tendencioso em relação ao que conhecemos atualmente. Mas é o melhor modelo explicativo de dor, que pensamos, com nossa base de conhecimento atual e potencialmente defeituosa.
Uma coisa que o modelo BPS de dor faz que é errôneo, é que ele cria três caixas (biológicas, psicológicas e sociais), mas isso é uma ilusão, não há caixas, mas a experiência vivida de estar com dor. Como uma ferramenta de ensino, os modelos são úteis, mas não devemos esquecer que eles são ferramentas de ensino, na realidade, não há caixas, apenas uma experiência.

Por Lars Avemarie

Dr. Luiz Sola : Fisioterapeuta especialista em Dor Cronica da Coluna Vertebral


Referências:
1. Turk DC, Fillingim RB, Ohrbach R, Patel KV. Avaliação do Impacto Psicossocial e Funcional da Dor Crônica. J Pain. Setembro de 2016; 17 (9 Supl): T21-49. 
2. Melzack R., Katz J. (2013), Pain. WIREs Cogn Sci, 4: 1–15.
3. Williams AC, Craig KD. Atualizando a definição de dor. Dor. 2016 Nov; 157 (11): 2420-2423.
4. Tracy L. Fatores psicossociais e sua influência na experiência da dor. Pain Rep. 2017 Jul; 2 (4): e602. Publicado online em 11 de julho de 2017.
5. Gatchel RJ, Okifuji A. Dados científicos baseados em evidências que documentam o tratamento e o custo-efetividade de programas abrangentes de dor para dor crônica não oncológica. J Pain. Novembro de 2006; 7 (11): 779-93.
6. Pergolizzi J, K Ahlbeck, Aldington D, E Alon, Coluzzi F, Dahan A, Hu, F, Kocot-Kêpska M, Mangas AC, Mavrocordatos P, Morlion B, Müller-Schwefe G, Nicolaou A, Pérez Hernández C, Sichère P, Schäfer M, Varrassi G. O desenvolvimento da dor crônica: MUDANÇA fisiológica requer uma abordagem multidisciplinar do tratamento. Curr Med Res Opin. Setembro de 2013; 29 (9): 1127-35. Epub 2013 3 de julho.
7. Chester R, Jerosch-Herold C, Lewis J, Shepstone L. Fatores psicológicos estão associados com o resultado da fisioterapia para pessoas com dor no ombro: um estudo de coorte longitudinal multicêntrico. Br J Sports Med. 21 de julho de 2016 [Epub ahead of print].
8. Eccleston C. Papel da psicologia no manejo da dor. Ir. J Anaesth. Julho de 2001; 87 (1): 144-52.

quinta-feira, 20 de dezembro de 2018

EDUCAÇÃO EM DOR - UTILIZAÇÃO DA NEUROCIÊNCIA MODERNA

Já não é novidade alguma que ensinar o que é a Dor aos pacientes é uma parte essencial do tratamento, tanto para quem sofre com dores crônicas, quanto para quem acabou de se machucar e não sabe se aquilo é um problema grave ou não.
Agora será que você já parou para pensar o quanto ensinar cada paciente diferente é complicado?
Quantas vezes você já foi a uma consulta, e ao invés de melhorar acabou saindo com medo da dor...Mais nervoso, mais assustado, sem entender o que o exame queria dizer, se o remédio funciona ou não no seu caso, enfim...
A experiência de ter dor física não parece algo simples de entender na prática, e nem sempre há uniformidade sobre o tema. Do mesmo modo, foram necessários muitos anos de pesquisas e discussões para se chegar ao conceito atual de dor que ainda gera debates. 

Quando o tema é “Educação em dor” parece não haver discordância quanto à sua importância e necessidade. A Educação em Dor com base em Neurociência (EBN), proveniente de termos como Pain Neuroscience Education ou Therapeutic Neuroscience Education, tem sido estudada como recurso terapêutico desde o final da década de 90, em diferentes populações com dor crônica, como a dor lombar crônica (Moseley, 2004), síndrome da fadiga crônica (Meeus et al., 2010) entre outras.

Os pacientes que apresentam conhecimentos distorcidos e menos atualizados sobre a  neurofisiologia da dor consideram a sua situação mais ameaçadora e com issoapresentam menor tolerância, pensamentos catastróficos, comportamentos e atitudes  mal-adaptativas e piores estratégias de enfrentamento. 

A combinação de todos esses fatores contribui para a manutenção do estado de dor crônica e maior limitação das atividades. 

A EBN é destinada a alterar o conhecimento dos pacientes sobre seu estado de dor e modificar seus conceitos sobre a dor (Moseley, 2004).


Luiz Sola

terça-feira, 18 de dezembro de 2018

RELAÇÃO ENTRE INCAPACIDADE FÍSICA, CATASTROFIZAÇÃO E DOR


PENSAMENTOS CATASTRÓFICOS  PREJUDICA M A MELHORA DA DOR CRÔNICA INESPECÍCIFICA.
A eficácia da utilização da Educação em Dor nestes casos:

Resultado de imagem para catastrofização

Catastrofização é uma variável multidimensional que agrega elementos de ruminação, magnificação do pensamento, desesperança e que está associada ao aumento da percepção dolorosa, da intensidade da dor e da incapacidade funcional. Além disso, os pensamentos catastróficos dificultam a adaptação à condição dolorosa refletindo-se nas atividades laborais, domésticas e de lazer.
A relação entre incapacidade física e catastrofização pode ocorrer em função de que pacientes que possuem pensamentos catastróficos apresentam uma orientação em direção aos aspectos mais desagradáveis da experiência dolorosa, tornando desta forma a experiência dolorosa mais desprazerosa, o que pode acarretar menor envolvimento em atividades físicas, aumentando o descondicionamento físico e colaborando para a incapacidade e aumento da dor.
O catastrofismo é fonte de sofrimento e pode expressar uma tendência ou baixo limiar a sobrecarga emocional. Por vezes, pode ser um mecanismo de autoproteção, ligado a memória de dor acarretando em redução das atividades funcionais, visando evitar uma piora do quadro. No entanto, no longo prazo tais comportamentos defensivos tendem a reduzir o tônus muscular, agravando a experiência subjetiva da dor e a manutenção de uma espiral descendente que, muitas vezes, leva a deficiências funcionais permanentes. (KAROLY et al., 2006). Segundo Sullivan (2012), relata que a catastrofização é um conjunto de pensamentos negativos exagerados durante experiências dolorosas reais ou previstos. (SULLIVAN, MJL et al., 2012). Rosenstiel e Keefe (2004) conceituou catastrofização principalmente em termos de impotência e incapacidade para lidar efetivamente com a dor.
Utilização da Educação em Dor em Neurociência Moderna
Muitos grupos tem estudado os efeitos clínicos da educação em dor para vários tipos de condições. Pacientes com dor lombar crônica, fibromialgia, dor cervical, síndrome da fadiga crônica e dor crônica generalizada. Em pacientes com dor lombar crônica a associação da Educação em Dor melhorou as funções e houve diminuição dos sintomas. Resultados relevantes em curto espaço de tempo, associada a exercícios. Melhora da performance funcional. Melhora dos movimentos após lesão em Chicote. Pacientes com fadiga crônica alteraram sua percepção em relação ao catastrofismo. Quando a Educação em Dor é associada ao tratamento fisioterapêutico, os pacientes se tornam mais tolerantes em relação a dor, melhoram a vitalidade, funcionalidade, saúde mental e saúde em geral. Avaliando as evidências, conclui-se que o atendimento presencial associado ao material didático sobe dor, provoca efeitos na percepção da dor e saúde em geral em pacientes com desordens músculo esqueléticas crônicas. As diretrizes da prática clínica diminuem quadros de dor músculo esquelética crônica.
Luiz Fernando Sola - Fisioterapeuta Especialista em Dor Crônica da Coluna Vertebral


quinta-feira, 8 de novembro de 2018

EXCESSO DE PROTEÇÃO E CUIDADOS COM A COLUNA VERTEBRAL GERA MAIS DOR

Evidências crescentes mostram que pessoas com dor crônica da coluna inespecífica, apresentam mecanismos centrais moduladores da dor alterados.
Se você sofre de dor crônica na coluna é porque existe a possibilidade de a sua sensibilização central estar alterada. Você pode notar que solavancos, simples movimentos ou um simples toque ou massagem no local ou no corpo podem ser muito dolorosas. Mesmo atividades diárias simples podem ser excruciantes.
Indivíduos com dor persistente são legitimamente muito cautelosos e temerosos em relação à (s) parte (s) do corpo envolvida (s). Eles estão sempre atentos à ameaça de doer mais de acordo com a atividade exercida, reforçando efetivamente a ameaça da prática constante de identificá-la.
Eles podem evitar envolver a parte dolorosa do corpo diminuindo sua sua mobilidade, e às vezes podem limitar toda a atividade. 
A proposta que se segue é a de que a dor pode ser melhorada através da modificação das crenças errôneas, o que pode diminuir a catastrofização e reduzir a incapacidade associada a ela, incluindo a cinesiofobia (medo do movimento)
Quanto mais você proteger a coluna e ficar em repouso maior será a sua dor.

Luiz Sola - Movimento sem Dor
Fisioterapeuta Especialista em Dor Crônica

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terça-feira, 9 de outubro de 2018

Função mal adaptativa do corpo gera a persistência da Dor


DOR PERSISTENTE CRÔNICA é um distúrbio do processamento SENSORIAL e da NEUROPLASTICIDADE que leva ao corpo a uma função  “MAL ADAPTATIVA”
Indivíduos com dor persistente são legitimamente muito cautelosos e temerosos em relação à (s) parte (s) do corpo envolvida (s). Eles estão sempre atentos à ameaça de doer mais de acordo com a atividade exercida, reforçando efetivamente a ameaça da prática constante de identificá-la.
Eles podem evitar envolver a parte dolorosa do corpo diminuindo sua sua mobilidade, e às vezes podem limitar toda a atividade. 
“Antecipar pensamentos para evitar a dor é o resultado lógico da percepção ampliada da ameaça.”
E os efeitos contínuos da negligência cortical da parte do corpo, propagada pelo desuso leva a uma AUTOPROTEÇÃO FINAL.

 “Se eu  fizer tal tarefa, movimento ou exercício, pode me machucar”.
O resultado deste COMPORTAMENTO é que os indivíduos literalmente praticam  o tempo todo com medo de lesionar o segmento do corpo afetado. 
Se o cérebro não tem uma construção clara do que ele tem e o que pode acontecer, como o corpo como pode saber o que fazer ? Não pode.
O resultado é  "Eu não sei o que é isso, então vou categorizar essa entrada como “PERIGO” para que eu possa me proteger ”. 

O que se pretende como um fenômeno útil torna-se DEBILITANTE. 


A repetição e o   REFORÇO DESTE PENSAMENTO fortalece ainda mais o padrão de defesa e medo de doer.

O sofrimento aumenta e a função e a alegria declinam. Isto é o que chamamos  claramente de uma FUNÇÃO MAL ADAPTATIVA.
Se não mudarmos este conceito durante o tratamento,  a risco da dor persistir  e o corpo começar a mudar padrões de movimento são grandes.

Seja positivo. Procure um profissional que trabalhe com dor crônica utilizando o Modelo Biopsicossocial e Educação da Dor.
Luiz Sola – Especialista em Coluna Vertebral e Dor Crônica


domingo, 3 de junho de 2018

O que precisamos saber sobre Dor Lombar ?

A dor lombar é um sintoma muito comum. Ocorre em países de alta renda, renda média e baixa renda e em todas as faixas etárias de crianças para a população idosa. Globalmente, os anos vividos com incapacidades causadas por lombalgia aumentaram em 54% entre 1990 e 2015, principalmente devido ao aumento populacional e ao envelhecimento, com o maior aumento observado em países de baixa e média renda. A dor lombar é agora a principal causa de incapacidade em todo o mundo. Para quase todas as pessoas com lombalgia, não é possível identificar uma causa nociceptiva específica. Apenas uma pequena proporção de pessoas tem uma causa patológica bem compreendida - por exemplo, uma fratura vertebral, malignidade ou infecção. Pessoas com empregos fisicamente exigentes, comorbidades físicas e mentais, fumantes e obesos correm maior risco de relatar lombalgia. A incapacidade de lombalgia é super-representada entre pessoas com baixo nível socioeconômico. A maioria das pessoas com novos episódios de dor lombar recupera rapidamente; entretanto, a recorrência é comum e, em uma pequena proporção de pessoas, a dor lombar se torna persistente e incapacitante. Intensidade inicial elevada da dor, sofrimento psicológico e dor associada em vários locais do corpo aumenta o risco de dor lombar persistente incapacitante. Evidências crescentes mostram que mecanismos centrais moduladores da dor e cognições da dor têm papéis importantes no desenvolvimento de lombalgia incapacitante e persistente. O custo, o uso dos serviços de saúde e a incapacidade decorrente da dor lombar variam substancialmente entre os países e são influenciados pela cultura local e pelos sistemas sociais, bem como pelas crenças sobre causa e efeito. A incapacidade e os custos atribuídos à dor lombar deverão aumentar nas próximas décadas, em particular nos países de baixa e média renda, onde a saúde e outros sistemas são freqüentemente frágeis e não estão equipados para lidar com essa carga crescente. Esforços intensivos de pesquisa e iniciativas globais são claramente necessários para lidar com o impacto da dor lombar como um problema de saúde pública.

Dr. Luiz Fernando Sola - Especialista em Dor Crônica da Coluna Vertebral

segunda-feira, 14 de maio de 2018

DOR CRÔNICA

Nas últimas décadas, o entendimento científico da dor crônica inespecífica aumentou substancialmente. Esclareceu muitos casos de dor crônica com características de alterações no processamento do Sistema Nervoso Central(SNC).
Mais especificamente, a capacidade de resposta em neurônios centrais na entrada dos receptores é aumentada, resultando em patofisiologia correspondente de sensibilização central. Isso engloba um funcionamento prejudicado do funcionamento cerebral das vias descendentes, que são inibitórias. A ativação das vias ascendentes e descendentes, facilita o mecanismo de dor. O resultado é um prejuízo da inibição de uma transmissão nociceptiva.
A Sensibilização Central altera o equilíbrio do processamento sensorial do cérebro. De fato essas alterações de modulação cria uma “assinatura da dor” no cérebro de pacientes com dor crônica. A alteração na neuromatrix da dor compreende: A) Aumento da atividade em áreas do cérebro que estão envolvidas com a sensação de dor aguda. Exemplo: A ínsula, córtex cingulado anterior e córtex pré frontal. B) Atividade cerebral em áreas não envolvidas com sensação de dor aguda, como os núcleos da base, córtex frontal dorsolateral e córtex parietal.
A Sensibilização emocional cognitiva é muito importante e se refere a capacidade do cérebro exercer forte influência em vários núcleos centrais. O nível de vigilância, atenção e estresse influenciam nas vias descendentes que são responsáveis pela inibição da dor.
A dor crônica envolve processos de plasticidade neural. A entrada nociceptiva agrava a Sensibilização Central quando há uma nova lesão.
Uma perspectiva futura é que os clínicos implementem a ciência em sua prática e sigam diretrizes em Educação em Dor de forma permanente.
Como aplicar a neurociência em pacientes céticos a abordagem biopsicossocial? A cultura é seguir tratamentos seguindo modelos biomédicos, que utilizam exames de imagem modernos, abordagem catastrófica, cirurgias e medicamentos.
A explicação do tratamento deve ser clara para se ter sucesso. Comece mudando as percepções em relação a dor, compreender mecanismos fisiológicos, usar técnicas de distração através de estratégias cognitivas. A Educação em Dor aumenta a motivação do paciente para realizar o programa de tratamento.
 Luiz Sola - Especialista em Dor Crônica da Coluna Vertebral
www.institutokrion.com.br


sábado, 12 de maio de 2018

DOR NA COLUNA

A Dor de Coluna é a principal causa de afastamentos do trabalho no Brasil, seguida pela violência doméstica e por doenças cardíacas. Nos últimos 20 anos tivemos um crescimento de 60% nos casos de dor coluna.
A Dor persistente (Crônica) acomete 10% da população mundial gerando incapacidades funcionais e gastos extras com grande impacto sobre as famílias, empresas e sistema de saúde público e privado.
Estima-se que 39% da população adulta sofrerá ao menos um episódio de dor lombar ao longo da vida. Estudos mostram que 90 % das dores de coluna são inespecíficas( SEM DIAGNÓSTICO e não se sabe qual o tecido está gerando a dor) ou seja, NÃO têm causa definida. Sendo assim, é COMUM e NORMAL!!!
O fato de você ser diagnosticado com dor inespecífica, mostra que você NÃO tem uma doença grave e apresenta um ÓTIMO PROGNOSTICO.
Pesquisas científicas comprovam que 90% das dores agudas inespecíficas, tem resolução espontânea até a sexta semana. Por isso, NÃO devemos realizar e se preocupar com exames de imagens( RESSONÂNCIAS) antes de 6 semanas após o surgimento das dores.
Exames de imagem apresentam taxas altíssimas de FALSOS- POSITIVOS. Isto é, encontra- se achados PATOANATOMICOS  que NÃO são responsáveis pelos seus SINTOMAS‼
Estudos recentes, mostraram  o percentual de alterações encontradas em exames de imagem em indivíduos SAUDÁVEIS e ASSINTOMÁTICOS ‼ Em uma amostra com 100 INDIVÍDUOS ASSINTOMÁTICOS na faixa dos 40 ANOS, foi constatada  hérnia discal em 50%, protrusão discal em 33%, degeneração discal em 68%, degeneração facetaria em 18% e espondilolistese em 8% dos indivíduos. Essas alterações aumentam naturalmente com o envelhecimento.
HÉRNIAS DISCAIS( Protusões, Sequestros e Extrusões) NÃO DEVEMOS NOS PREOCUPAR ‼ Apenas um pequeno subgrupo, em torno de 2 a 3 % dos pacientes, apresentam sintomas secundários a compressões discais.
A utilização sem critérios dos exames de imagem para justificar possíveis causas da dor, pode gerar no paciente, um EFEITO NOCEBO (Ruim), levando a CATASTROFIZAÇÃO, CINESIOFOBIA (Medo do movimento) e fortalecendo CRENÇAS e MITOS que levam o paciente a FAZER REPOUSO, se AFASTAR DE ATIVIDADES FISICAS, medo de CARREGAR PESO e FLEXIONAR a coluna, além de achar que sua  COLUNA é FRAGIL! Esses mitos, levam o paciente a grandes INCAPACIDADES FUNCIONAIS e CRONIFICAÇÃO da dor.
Fatores BIOPSICOSOCIAS e COGNITIVOS, como DEPRESSÃO, PREOCUPAÇÕES,  SEDENTARISMO, ESTRESSE, HUMOR DEPRiMIDO e SONO POBRE influenciam mais nas dores de coluna que as alterações “ encontradas” nos exames de imagens.

Não podemos associar a DOR com os  achados dos exames de imagem em 95% das dores de coluna, principalmente nas inespecíficas.


Luiz Sola - Especialista em Dor Crônica da Coluna Vertebral

sexta-feira, 27 de abril de 2018

A vida é movimento

A vida é movimento. Tenho certeza que alguns de vocês já ouviram isso. Na verdade, isso é muito próximo da verdade e eu gostaria apenas de acrescentar que, para viver uma vida saudável, você precisa saber como se movimentar.
Isso parece um pouco estranho de dizer, mas na verdade nós começamos a nos mover muito cedo na vida e ninguém realmente nos diz se o movimento está correto ou não. Geralmente começamos a engatinhar e a partir daí começamos a andar e, mais tarde na vida, desenvolvemos a capacidade de correr.
Nosso corpo é uma máquina muito complexa, mas tem alguns princípios básicos. Antes de ativarmos os músculos que nos movem, nosso corpo ativa os músculos que o estabilizam. Dessa forma, podemos nos mover em um padrão coordenado sem comprometer nossa saúde. Os músculos que nos movem são mais localizados em torno de nossos braços e pernas e os músculos que nos estabilizam estão em volta do tronco.
O problema começa quando, devido a certas circunstâncias (maus hábitos, sessão prolongada, desequilíbrio muscular, etc.), nossos músculos começam a perder suas prioridades. Então, de repente, você tem estabilizadores tentando mover as articulações em vez de estabilizá-las, fazendo com que a articulação se mova de maneira diferente. Obviamente nós não nos movemos como robôs e tudo isso acontece de uma maneira muito natural, mas o seu cérebro não entende quais músculos causam o movimento, ele só entende de movimento. Então, se você precisar levantar o braço, seu cérebro dará o comando, mas pode não usar a seqüência certa de músculos.
Uma boa postura e um movimento correto andam de mãos dadas, portanto, se o seu movimento não estiver correto, sua postura também será afetada, criando um círculo vicioso que pode levar a dor e lesão.
Assim, durante os movimentos, como sentar para ficar de pé ou subir e descer escadas ou até mesmo levantar alguma coisa, você pode não sentir dor, mas se seu movimento for afetado, você começará a desenvolver um padrão errado que pode levar a ferimentos. Provavelmente, a coisa mais importante que um Fisioterapeuta pode fazer por você é ensiná-lo a se movimentar usando os princípios básicos da biomecânica, depois de avaliar sua postura e a maneira como você se movimenta. Todo mundo é único e se movimenta de maneira diferente, mas os princípios básicos do movimento humano aplicam-se a todos e devem ser respeitados. A combinação de técnicas de reeducação postural com a reeducação dos padrões normais de movimento, através de análise de vídeo e observação básica, demonstrou fazer uma grande diferença na saúde das pessoas.
Corrigir um padrão de movimento errado pode ajudar a diminuir a degeneração articular precoce, a rigidez muscular e o desequilíbrio, promovendo um movimento mais fluido. Isto é extremamente importante para os atletas, ajudando-os a alcançar seus objetivos, como ter um melhor balanço do golfe ou bater uma bola de tênis com mais precisão ou mesmo correr de forma mais eficiente e rápida, mas para alguém que tem dor isso pode ser crucial.
Exercícios como Pilates e Yoga também são importantes porque ambos se concentram na estabilidade e no alongamento muscular, mantendo o movimento fluido e livre de restrições.
Então, da próxima vez que você estiver subindo e descendo escadas ou simplesmente saindo da cama, pense: "Estou indo para o lado certo?"
Luiz Sola - Movimento sem Dor
Fisioterapeuta Especialista em Dor Crônica
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segunda-feira, 2 de abril de 2018

Qual a relação da Dor Crônica e a Sensibilização Central ?

Se você sofre de dor crônica é porque existe a possibilidade de a sua  sensibilização central estar alterada. Você pode notar que solavancos, simples movimentos ou um simples toque ou massagem no local ou no corpo podem ser muito dolorosas. Mesmo atividades diárias simples podem ser excruciantes.

Esta é uma condição angustiante, muitas vezes agravada pelas opiniões de amigos e familiares que não entendem a dor do paciente. Você pode até mesmo se questionar sobre a legitimidade de seus sentimentos, sabendo que há uma discrepância entre o estímulo e a dor que ele causa.

No entanto você não está sozinha. Esta reação foi documentada e é conhecida como Sensibilização Central. Envolve a reconfiguração, ao longo do tempo, de conexões no sistema nervoso central, levando à hipersensibilidade de receptores e feedback.

A dor crônica é causada por um fluxo consistente de sinais de perigo entre o cérebro e a medula espinhal. Quando o limite para o perigo é significativo o suficiente, seu cérebro decide que pode ser benéfico para a dor ser experimentada. À medida que este circuito segue seu curso, ele é capaz de induzir mudanças no modo como todos os estímulos são processados. Estímulo pode ser movimento, pensamentos e cognições, visões e cheiros, até memórias passadas.

Eventualmente, o sistema nervoso central pode se tornar excessivamente sensibilizado. Isso pode levar à hiperalgesia , que é o exagero da dor, assim como a alodinia , que pode tornar qualquer estimulação dolorosa.

Os efeitos da sensibilização central são muito reais e podem continuar mesmo após a cura da fonte original de dor.
A dor é real e pode ser tratadaSe você acha que está sofrendo de sensibilização central, deve saber que a dor que está sentindo é real e que existem opções eficazes de tratamento.
Exercícios aeróbicos leves podem reestruturar o sistema nervoso central  e trabalhar para treinar os receptores de forma a interpretar com precisão os estímulos.  Isso demonstrou aliviar os sintomas da dor crônica e pode até reverter os efeitos da sensibilização central.
Os programas de reabilitação da dor crônica usam um modelo biopsicossocial, incorporando fisioterapia, terapia cognitiva e medicamentos (apenas se necessário) para tratar a sensibilização central e são considerados uma das abordagens mais eficazes disponíveis.  Se a sua dor for severa, você pode achar úteis esses programas com tudo incluído.
Pronto para quebrar o ciclo de dor persistente e crônica?
Luiz Sola - Fisioterapeuta Especialista em Dor Crônica
Atua nas áreas de Neurociências, Cinesioterapia e Recursos Terapêuticos Manuais.
Cursos Específicos: Mechanical Diagnosis Treatment (MDT) – McKenzie®; Mulligan Concept®; Conceito Maitland®; Cognitive Functional Therapy® (CFT) – Abordagem Multidimensional Biopsicossocial da Dor; Osteopatia, Podoposturologia, Pold,  GDS (Chaînes Musculares et Technique),RPG, Pilates
 Terapia Crâniosacral pelo  Upledger Institute,Inc.®. 

Curso, Palestra e Atendimento 
email: sola@institutokrion.com.br

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Pensamentos e Crenças são impulsos poderosos para manter um estado de dor.

Você sabia que suas crenças sobre o funcionamento do seu corpo pode piorar sua dor e o movimento da coluna ?
Dor é uma coisa normal - É a maneira como o nosso cérebro julga (e expressa) que uma determinada situação representa uma ameaça ao corpo.  Dor é uma resposta perceptiva de proteção que pode ser produzida por informações sensoriais (bio), psicológicas (psico) ou contextuais (sociais) que sugiram ao cérebro que o corpo está em perigo. (Moseley, 2015).
Se houver um problema no nosso corpo e o nosso cérebro avaliar que não estamos em perigo, nós não vamos sentir dor.
Qualquer combinação de informações que leva o cérebro a concluir que o corpo está em perigo pode provocar dor.  Os pensamentos também são sinais nervosos e os pensamentos virais (catastróficos e cinesiofóbicos), comuns em pessoas com dor persistente, são poderosos o suficiente para manter um estado de dor.
Algumas pessoas podem apresentar crenças distorcidas sobre funcionamento do corpo que fazem parte da sua própria lógica ou foram criadas ou mesmo reforçadas pelos profissionais de saúde em consultas por parentes ou internet.
A proposta que se segue é a de que a dor pode ser melhorada através da modificação das crenças errôneas, o que pode diminuir a catastrofização e reduzir a incapacidade associada a ela, incluindo a cinesiofobia (medo do movimento)
Atualmente, vemos a necessidade de modificar o modelo tradicional e recorrer à um modelo mais abrangente (biopsicossocial). Esse modelo é a base da Educação em Dor. O objetivo da educação em dor é identificar as percepções, pensamentos e crenças do paciente a respeito da sua dor e auxiliá-lo nas suas modificações. Na educação em dor são abordados conceitos sobre a neurofisiologia da dor por meio da utilização de metáforas, exemplos, imagens e outros recursos acessíveis ao paciente. Essa intervenção permite que o profissional da saúde desenvolva um processo de aprendizado, respeitando o contexto e a subjetividade do paciente e incentivando aspectos como autoconfiança, auto eficácia, aceitação, modificação de comportamentos dolorosos e prática de exercícios.

LUIZ SOLA – FISIOTERAPEUTA
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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

EDUCAÇÃO DA DOR EM NEUROCIÊNCIA

Já no final da década de 1970, um psiquiatra em Nova York chamado George Engel pedia remédios para uma mudança na forma como os pacientes estavam sendo tratados. Na época, o gerenciamento médico foi baseado no modelo biomédico que afirmou que qualquer doença era um desvio de algum tipo de estado biológico mensurável normativo - ignorando completamente quaisquer fatores psicológicos ou sociais. Essa abordagem reducionista foi usada em medicina por gerações, mas tinha limites."O reducionismo é particularmente prejudicial quando negligencia o impacto das circunstâncias não-biológicas sobre os processos biológicos. "Se você está lendo este blog, tenho certeza de que leu muito sobre ciência da dor, ou pelo menos ouviu falar de integrá-la na prática clínica se você é um profissional da área da saúde. Se assim for, você provavelmente está familiarizado com o Pain Neuroscience Education (PNE) (Educação da Dor em Neurociência), que é o ato de ensinar as pessoas sobre neurobiologia e neuroanatomia relacionadas à experiência de dor. David Butler e Lorimer Moseley apresentam o PNE de uma maneira que é compreensível para os pacientes e os profissionais em seu livro Explain Pain (Butler & Moseley, 2013). Este método de educação é um passo refrescante longe de explicar a dor em termos puramente pathoanatômicos.
O racional do PNE é ajudar o paciente a entender melhor a dor e a reconceptualizar sua dor, usando metáforas e imagens, quando possível, para explicar a neurobiologia e a neurofisiologia (Butler & Moseley, 2013; Clarke, Ryan e Martin, 2011; Moseley, 2012) . 
Liderado por Lorimer Moseley, o PNE sempre é descrito e discutido em um contexto biopsicossocial mais amplo, onde eles explicam aos pacientes que tudo, desde os efeitos locais do tecido do movimento até as mensagens de segurança do clínico, tem um impacto com dor. Em um excelente artigo descrevendo como ensinar as pessoas sobre a dor em um ambiente clínico (ref. Louw et al 2016), os autores discutem a importância da confiança e como ela é construída pela integração de aspectos psicossociais com a biologia da dor.
O PNE é sucintamente descrito aqui: Em vez de um modelo tradicional de conexão de lesão tecidual ou nocicepção e dor, [PNE] visa descrever como o sistema nervoso, através da sensibilização do nervo periférico, sensibilização central, atividade sináptica e processamento cerebral, interpreta a informação dos tecidos e que a ativação neural, Como esta regulação positiva há uma capacidade de modular a experiência da dor. Os pacientes são, portanto, educados que o processamento do sistema nervoso de sua lesão, em conjunto com vários aspectos psicossociais, determina sua experiência de dor e que ela nem sempre é uma verdadeira representação do status dos tecidos. Ao regular sua dor como a interpretação do sistema nervoso da ameaça da lesão, em vez de uma medida precisa do grau de lesão em seus tecidos, os pacientes podem estar mais inclinados a se mover, exercitar, e conviver  alguns possivies desconfortos. (ref: Louw, Diener, Butler & Puentedura, 2011; pp. 2041-2042).
Luiz Sola - Tratamento de Resultado
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