Cerca de 95% dos casos de dor na
região lombar não são graves e se não tratada corretamente pode ser tornar
crônica. O termo “não específica” é referente à dor lombar que não tem uma
causa determinada. Estima-se que 95% das dores na coluna lombar estão neste
grupo que têm como possíveis razões fatores sociais, demográficos, físicos e
comportamentais. Apenas 1% das dores
está associado a doenças consideradas graves – fraturas, câncer, infecções,
entre outros. Os outros 4%, estão relacionados a problemas de radiculopatia
" dores que irradiam para a perna e pode estar associado a formigamento e
diminuição de força, ocasionadas por uma
hérnias de disco específico. “Esta notícia é ótima, pois na grande
maioria dos casos a dor não está relacionada com uma doença considerada grave
na sua coluna. Apesar de não ser um problema sério, os sintomas estão
envolvidos com os altos índices de afastamento do trabalho, comprometimento da
qualidade de vida e redução do desempenho funcional na população por má
orientação e conduta.
Como tratar uma dor lombar crônica
O tratamento utilizando o modelo
Biopsicossocial, Educação da Dor e Estratégia de Movimento, vem sendo utilizado
pelo Fisioterapeuta Luiz Fernando Sola especialista em dor crônica e
responsável pelo ITC Vertebral – Instituto de Tratamento da Coluna Vertebral e
Instituto Krion. O foco terapêutico está na neutralização dos pensamentos
negativos que a pessoa tem sem perceber.
Pensamentos estes que se multiplicam quando o paciente é mal orientado sobre o seu problema.
Pensamentos estes que se multiplicam quando o paciente é mal orientado sobre o seu problema.
“Pensamentos criam respostas psicológicas que
frequentemente incluem adrenalina e cortisol [hormônios relacionados ao
estresse]; eles podem representar alterações cognitivas que podem influir
diretamente na condição de saúde do indivíduo”. Gradualmente o paciente
renuncia a um grande número de atividades do seu cotidiano, inclusive
atividades fundamentais como trabalhar, ter vida afetiva, fazer atividade
física, ou locomover-se. Além disso, antes de realizar qualquer movimento, o
paciente primeiro calcula se ” Vai doer? ”A pessoa vai perdendo sua espontaneidade e capacidade para mudança. O objetivo do modelo Biopsicossocial é identificar esses pensamentos negativos automáticos e traçar uma estratégia para tratá-los – tornando-os benéficos à condição de saúde do paciente. Este tratamento é efetivo na redução da intensidade da dor e melhora da capacidade física e funcional desses indivíduos. Associamos estratégia de movimento que são exercícios supervisionados com atuação direta do fisioterapeuta, de forma orientada e individual. O paciente que passa por este processo terapêutico na hora percebe o porque ele não melhora com outros tratamentos relata Luiz Sola. Os resultados são surpreendentes e a melhora do quadro álgico é mais significativa quando comparado com tratamentos que tratam a dor e não a causa da dor.
Sabemos que hoje o repouso para
quem tem dor crônica é inimigo número um afirma Sola. Não queremos que o
paciente chegue neste patamar de ficar meses com dor. A melhor recomendação para quem tem dor
lombar é se manter ativo. “No geral, os pacientes ficam com medo de se movimentar,
mas sabe-se que o repouso absoluto é o que mais causa comprometimento na
coluna”. É recomendado o repouso de um ou dois dias após forte dor, mas o
paciente deve retomar as atividades assim que possível e, principalmente,
praticar exercícios físicos diários. “ O melhor tipo de atividade física é
aquela que você mais gosta de praticar.
Luiz Fernando Sola -
Fisioterapeuta Especialista em Dor Crônica da Coluna Vertebral
www.institutokrion.com.br


