quarta-feira, 24 de maio de 2017

Educação Dor - Qual a sua importância clínica no tratamento da Dor Lombar

Dor lombar  é muito comum e é a principal causa de incapacidade em todo o mundo.
Nem todo mundo que um dia teve uma dor lombar, irá permanecer com ela por longo período. Segundo estudos, 60% das pessoas que passam por uma dor lombar aguda recuperam em poucas semanas, e muitas vezes com uma intervenção mínima, mas para os outros 40%, a recuperação é lenta e o risco de sintomas de longo prazo são reais e a chance de desenvolver uma lombalgia crônica, é alta.  
Como tratar a dor lombar com Educação da Dor.
É necessário “entender para modificar a dor”
O objetivo da educação em dor é identificar as percepções, pensamentos e crenças do paciente a respeito da sua dor e auxiliá-lo nas suas modificações. Na educação em dor são abordados conceitos sobre a neurofisiologia da dor por meio da utilização de metáforas, exemplos, imagens e outros recursos acessíveis ao paciente. Essa intervenção permite que o profissional da saúde desenvolva um processo de aprendizado, respeitando o contexto e a subjetividade do paciente e incentivando aspectos como autoconfiança, auto eficácia, aceitação, modificação de comportamentos dolorosos e prática de exercícios.
Algumas pessoas podem apresentar crenças distorcidas sobre funcionamento do corpo que fazem parte da sua própria lógica ou foram criadas ou mesmo reforçadas pelos profissionais de saúde e consultas a parentes ou internet. No entanto, existem alguns problemas que podem dificultar o entendimento ou mesmo a modificação de crenças distorcidas. Um desses problemas  pode ser as explicações provenientes de outros profissionais relata Luiz Fernando Sola, fisioterapeuta especialista em dor crônica.
As diretrizes internacionais recomendam que educar os pacientes com lombalgia aguda para reduzir o medo e a preocupação é a melhor  forma de acelerar uma recuperação ativa.  A educação da dor é uma opção de tratamento simples, barato e deve ser utilizados  por profissionais da área da saúde em hospitais, clinicas e consultórios.
Estudos experimentais têm demonstrado que a educação muda atitudes e crenças relacionadas à dor e reduz catastrofização (interpretação excessivamente pessimista dos sintomas de um e prognóstico) em pessoas com dor crônica ou subaguda e em indivíduos sem dor.  A catastrofização da dor consiste em uma má adaptação comportamental à dor, que leva a uma experiência de dor intensificada, uma maior incapacidade funcional e a uma dificuldade de desconectar-se da sensação dolorosa.
Entretanto durante o tratamento, não devemos considerar que a partir desse momento, iremos aplicar Educação em Dor e desconsiderar as demais técnicas. As intervenções como a terapia manual e os exercícios são bem vindos para as pessoas com dor. As estratégias de educação em dor irão permitir que o paciente modifique  suas crenças, emoções e comportamento facilitando a aderência para as outras intervenções.

Luiz Fernando Sola – Especialista em Dor Crônica de Coluna -  Membro da Associação Brasileira de Reabilitação de Coluna.
www.institutokrion.com.br 

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