Dor lombar é muito comum e é a principal causa de
incapacidade em todo o mundo.
Nem todo mundo que um dia teve uma dor lombar, irá permanecer com ela por longo período. Segundo estudos, 60% das pessoas que passam por uma dor lombar aguda recuperam
em poucas semanas, e muitas vezes com
uma intervenção mínima, mas para os
outros 40%, a recuperação é lenta e o risco de sintomas de longo prazo são
reais e a chance de desenvolver uma lombalgia
crônica, é alta.
Como
tratar a dor lombar com Educação da Dor.
É necessário “entender para modificar a dor”
O objetivo da educação em dor é
identificar as percepções, pensamentos e crenças do paciente a respeito da sua
dor e auxiliá-lo nas suas modificações. Na educação em dor são abordados
conceitos sobre a neurofisiologia da dor por meio da utilização de metáforas,
exemplos, imagens e outros recursos acessíveis ao paciente. Essa intervenção
permite que o profissional da saúde desenvolva um processo de aprendizado,
respeitando o contexto e a subjetividade do paciente e incentivando aspectos
como autoconfiança, auto eficácia, aceitação, modificação de comportamentos
dolorosos e prática de exercícios.
Algumas pessoas podem apresentar
crenças distorcidas sobre funcionamento do corpo que fazem parte da sua própria
lógica ou foram criadas ou mesmo reforçadas pelos profissionais de saúde e consultas
a parentes ou internet. No entanto, existem alguns problemas que podem
dificultar o entendimento ou mesmo a modificação de crenças distorcidas. Um
desses problemas pode ser as explicações
provenientes de outros profissionais relata Luiz Fernando Sola, fisioterapeuta especialista em dor crônica.
As diretrizes internacionais
recomendam que educar os pacientes com lombalgia aguda para reduzir o medo e a
preocupação é a melhor forma de acelerar
uma recuperação ativa. A educação da dor
é uma opção de tratamento simples, barato e deve ser utilizados por profissionais da área da saúde em
hospitais, clinicas e consultórios.
Estudos experimentais têm demonstrado
que a educação muda atitudes e crenças relacionadas à dor e reduz catastrofização
(interpretação excessivamente pessimista dos sintomas de um e prognóstico) em
pessoas com dor crônica ou subaguda e em indivíduos sem dor. A catastrofização da dor consiste em uma má adaptação
comportamental à dor, que leva a uma experiência de dor intensificada, uma
maior incapacidade funcional e a uma dificuldade de desconectar-se da sensação
dolorosa.
Entretanto durante o tratamento,
não devemos considerar que a partir desse momento, iremos aplicar Educação em
Dor e desconsiderar as demais técnicas. As intervenções como a terapia manual e
os exercícios são bem vindos para as pessoas com dor. As estratégias de
educação em dor irão permitir que o paciente modifique suas crenças, emoções e comportamento
facilitando a aderência para as outras intervenções.
Luiz Fernando Sola – Especialista em Dor Crônica de Coluna -
Membro da Associação Brasileira de
Reabilitação de Coluna.
www.institutokrion.com.br






